<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633</id><updated>2012-02-16T18:24:17.382-06:00</updated><category term='esquina com a rua 15 de novembro)'/><category term='Em Bonito visitar EMPORIO OLINDA TEAR MANUAL E DECORAÇAO (Rua 24 de Fevereiro 2027'/><category term='Texto de Ulf Hannerz'/><title type='text'>Caminos y Percepciones</title><subtitle type='html'>Al andar se hace camino y al volver la vista atrás se ve la senda que nunca se ha de volver a pisar.

CAMINANTE NO HAY CAMINO, SE HACE CAMINO AL ANDAR.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>14</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633.post-8033945668716159563</id><published>2010-09-05T20:15:00.023-05:00</published><updated>2010-09-16T23:45:58.379-05:00</updated><title type='text'>Carta a Chris</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Faz tempo que eu queria te escrever. A gente costumava manter uma correspondência intensa. Você me escrevia largos e-mails e eu te respondia com o mesmo entusiasmo. Abrir minha “caixa de entradas” era uma grande alegria a cada dia. Você me disse que o que eu te falava muitas vezes te ajudou a sair do buraco, eu ficava feliz em poder te inspirar. Afinal, você foi a grande vibração que me despertou. Eu entendi depois qual era a sua profissão, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;eyes opener warrior&lt;/i&gt;, despertador de consciências que alterava as trajetórias individuais ensinando como amar a vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Eu lembro bem a primeira vez que eu te vi. Foi na Bailha. A gente se cruzou, nossas miradas se encontraram e eu arrepiei. Mas pensei que a sua beleza seria inalcançável. Música vai, música vem, ela apareceu. Doce olhar, palavras amigas. Eu me deixei levar e ela me levou até você. Uma fada dos desejos e logo ela sumiu. Você ficou meio chateado, mas essa foi a rápida e grande missão que ela cumpriu. Outros cometas iluminaram, mas a única estrela brilhante que permaneceu foi você, apontando a luz no céu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TIRGOW_-o-I/AAAAAAAAAi0/cJMAGNiNi20/s1600/Chirs.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 392px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TIRGOW_-o-I/AAAAAAAAAi0/cJMAGNiNi20/s400/Chirs.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513609056314368994" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Os dias passaram e a gente partiu. Pra deixar aquele espaço sagrado foi necessário um barco. A gente foi embora cantando: “Anauê, auee aueee aaaaaa Anauê, que aue aaaa”. As batidas não saiam da cabeça apesar de que já não se escutava mais a música. Ficamos sabendo depois que aquele lugar se inundou e de súbito pensei: “era mágico demais pra existir nessa realidade...” Agora só existe na memória dos que lá estiveram... ou quem sabe nem existiu, pode ter sido um sonho coletivo, eu acho que foi. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Tomei minha direção, tranças no cabelo, você no coração. Desde então nunca mais nada foi igual. Tudo era diferente, mais bonito. Logo descobri que “Anauê” significa em tupi “você é meu irmão”. De fato, foi uma das experiências de irmandades mais fortes, uma realidade alternativa ideal, algo tirado do mundo das idéias de Platão. Você, Morpheus, voltou pro seu karma. Ela era o descontentamento e a desesperança. Mas você continuava alimentando essa relação, apesar de todas as minhas tentativas contrárias. Não entendia o porquê. Hoje sei que a luz não existe sem a escuridão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%" align="center"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Voltamos a nos encontrar, o lugar era alienígena. Eu seguia as suas instruções. Tinha perguntas que fazer, mas ela reprimia qualquer manifestação. Segui as descobertas na solidão. Você combatia nos banheiros. Eu fiz amigos com os cinzeiros. Você via câmaras por todos os lados, ninguém acreditava, mas tudo saiu na televisão. Ninguém filmou os momentos lindos, os encontros de amigos, os reencontros das almas. Só passaram uma bobagem que nem me chamou a atenção.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TIRCv-9IHII/AAAAAAAAAic/fI4jiLtlh10/s1600/Me+in+the+other+side.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 397px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TIRCv-9IHII/AAAAAAAAAic/fI4jiLtlh10/s400/Me+in+the+other+side.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513605235928996994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;                                               You in the other side&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Meses eram os intervalos de espera para uma nova revelação. Não sei como agüentei tantas horas, somente apoiada pelo alimento gerado em cada situação. Resolvi viajar na sua direção. Você foi me buscar sem hesitação. Foi o encontro esperado durante milênios, os dias melhores vividos, a beleza em sua total manifestação. Momentos intensos, belíssimos, em uma outra dimensão. Tudo foi vivido em total exaltação. Uma harmonia divina, um brilho estrelar, uma grande liberação. Você era o refugio da dor, a luz na escuridão, a chama amiga que dissolve a ilusão. Também avistamos lugares escuros, mas éramos o farol guiando a tripulação. Todos se aproximavam querendo um pouco dessa radiação. Mas já sabíamos que o nosso destino era a ilusória separação. Era o momento de dizer adeus forçado pela situação. Eu escrevi na sua parede palavras de intenção: &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;I hope I will never wake up from our dream.&lt;/i&gt; Mas o relógio tocou e era a hora de despertar, de deixar essa perfeição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Outra vez nos coincidimos, não sabíamos que essa seria a última reunião. Cem metros de água caindo não eram mais fortes do que a enxurrada que revirava todas as emoções. Dessa vez você me deixou entre amigos e seguia ao lado da sua obsessão. Depois disso nunca mais uma palavra, nenhuma explicação. Eu me conformei, te mandei presentes e fechei aquela indecisão. Outros momentos, outros encontros, sem nunca abandonar a recordação. Aceitei a situação e a vida me chamou para outra missão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Muitos amanheceres depois e me vejo compelida àquele tipo de celebração. Foi quando soube do que havia acontecido, de por que nunca mais ter recebido noticias, da intromissão da noite em assuntos luminosos. Mas também escutei as suas declarações, o verdadeiro sentir, o profundo sentimento, a verdadeira conexão. Fiquei feliz, sem saber que essa seria de fato a última visão. Perto do mar nos conhecimos e perto dele nos despedimos. Da grande imensidão tudo brota e para ela tudo regressa.&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TIRC4lLpdMI/AAAAAAAAAik/l1QrEoLQfpI/s1600/alex_grey2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 269px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TIRC4lLpdMI/AAAAAAAAAik/l1QrEoLQfpI/s400/alex_grey2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5513605383629403330" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;            Um momento de trabalho intenso pra mim e pra você. Agora sim retomamos a escrita, em ritmos não tão contínuos. Você finalmente tentava deixar para trás aquela maldição. Mas o contato profundo com a dor deixou vestígios que queriam tomar conta e não soltavam com facilidade. Você me escrevia e eu me preocupava. Inúmeras vezes te chamei, te gritei, te invoquei. Mas não sei o que te impedia, não coincidia, se retinha. Estivesse mais forte e eu te arrancaria, te apertaria, te salvaria. Mas não, não foi assim. Eu mal suportava estar perto de mim. Foram processos concomitantes, eu também sentia e você do outro lado desvanecia. Mesmo assim você não deixou que me contassem, sabia que eu não suportaria e quem sabe inclusive te acompanharia. Quando uma chama de esperança brotou, quando meu caminho de novo se espelhou, foi nesse lapso que o fato finalmente se revelou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Quando foi que nos desviamos, quando você pulou pro outro lado, quando foi que o Sol perdeu a batalha no inframundo? Faltou sacrifício, oferendas, presentes? Faltou louvar, foi cometida alguma profanação? Havia razão, motivo, que espécie foi essa de decisão? Eu falhei, você desistiu? Um Jedi perdido pro lado Escuro da Força?? Um centauro que n&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;o aguentou a falta de cicatrização? Será isso?? Vale a pena seguir então? Silencio. Nada, apenas a indagação. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Sempre quando posso te presto homenagens, te rezo, te peço ajuda, chamo a tua luz pra dissipar a escuridão. Não sei se naquela noite era você ou apenas uma visão. Não sei o que fazer, pensar, razoar. Consola-me saber que tuas últimas palavras foram: “vai ficar tudo bem”. Espero que sim, espero assim. Outro dia encontrei uma carta sua. “hahahahha mó vontade de largar tudo e fugir pra Oaxaca com vc, cê num faz idéia...”. Quando você disse isso ainda nem imaginava onde eu ia parar, mais uma adivinhação sua, grande mago.     &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:35.4pt;line-height: 150%"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;Eu demorei pra te escrever, eu sei. Mas já não importa, dias, meses e anos são apenas uma ilusão tridimensional entre nós. Mas ontem eu vi uma cena que para mim foi a conclusão. Não foi igual, faltavam muitos elementos, eu me perguntava onde foi parar a inspiração? Mas ela anda por aí, escondida, esperando quem vai trazer a explosão. Te digo, eu quero ficar, eu quero muito durar e perdurar, mesmo que custe muito caminhar. Será que ainda posso te pedir uma coisa? Por favor, quando tudo isso terminar &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;wait for me&lt;/i&gt; &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;in the other side&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;span lang="PT-BR" style="mso-ansi-language:PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;  &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TJK5q5QwL-I/AAAAAAAAAjU/lHmo0dqmjJk/s1600/It%27s+time+to+dance+on+out+of+here.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TJK5q5QwL-I/AAAAAAAAAjU/lHmo0dqmjJk/s400/It%27s+time+to+dance+on+out+of+here.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517676640059011042" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;"Se dice que las vidas de algunas personas están ligadas en el tiempo, conectadas por una llamada ancestral que hace eco a través de los siglos...algunos le llaman destino. "&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/365056363922595633-8033945668716159563?l=caminosypercepciones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/feeds/8033945668716159563/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=365056363922595633&amp;postID=8033945668716159563' title='0 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/8033945668716159563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/8033945668716159563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/2010/09/carta-chris.html' title='Carta a Chris'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TIRGOW_-o-I/AAAAAAAAAi0/cJMAGNiNi20/s72-c/Chirs.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633.post-4696122160865621281</id><published>2010-08-12T18:21:00.016-05:00</published><updated>2010-08-13T19:18:03.521-05:00</updated><title type='text'>D. Patricia, un reencuentro</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TGSj0ICFdaI/AAAAAAAAAhI/_mjeBc-isuQ/s1600/IMG_6354.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 256px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TGSj0ICFdaI/AAAAAAAAAhI/_mjeBc-isuQ/s400/IMG_6354.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504704760458343842" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;           Pasada la experiencia publicada en este blog, es decir, la entrada denominada “Carnaval en San Pedro de Condo”, regresé a Oruro un año y medio más tarde.&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt; Lo primero que hice fue visitar a los amigos, irme a la tienda de D. Máxima y preguntarle dónde podría encontrar a D. Patricia, la adorable señora con quien en el año anterior nos habíamos despedido en llantos. De acuerdo con lo que me fue dicho, ella estaba de paseo por Oruro y era probable que estuviera donde sus primas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;           Al llegar al negocio de las primas, encontré a dos señoras. Las dos, muy desconfiadas, me hicieron explicarles lo que buscaba pero fuera del local. Les conté que había conocido a D. Patricia el año anterior y que me gustaría mucho reencontrarla, además de entregarle algunas fotos que le había tomado. Las dos señoras me miraban atentamente y seguramente pensaban: “que raro que esta chica esté buscando a nuestra prima ya que nunca nos enteramos&lt;/span&gt; de que ella conociera alguna extranjera”. Pero las fotos no me dejaban mentir y pude comprobar que realmente la conocía. Además les conté de la fuerte conexión que había ocurrido entre nosotras y les di a entender lo importante que era para mí volver a encontrarme con aquella señora. Observando mi estado de sinceridad, de muy cerradas que estaban las dos señoras de pronto se abrieron e incluso ¡me invitaron a pasar y a comer algo! Nunca en un negocio boliviano había visto que invitaran a algún extranjero o desconocido a comer, por el contrario, muchas veces le cobraban más caro por no ser del lugar. Eso realmente fue algo inédito que me hizo sentir muy especial. Sin embargo, ellas no tenían noticias de D. Patricia, quien ya había partido a uno de los dos pueblos: a Huari o a Condo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;         Arbitraria &lt;/span&gt;y intuitivamente decidí ir hasta Huari y probar la suerte de encontrar a D. Patricia. Caminé un poco por las calles y me preguntaba dónde y cómo iba a encontrarla. El pueblo no era grande pero de todas formas yo podría tardar horas buscándola. Unos minutos más tarde casualmente nos cruzamos, ella venia bajando y yo iba subiendo la calle. Ella de pronto se pone a llorar, me abraza y exclama: “gringuita, gringuita” (esa es la designación a cualquier extranjero en Bolivia, no importa que venga de un país vecino). Así nos abrazamos y volvimos a ser lo mismo de íntimas como cuando nos despedimos, con las dificultades de comunicación usuales, yo con mi español incipiente de aquella época y ella con la lengua aymara.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;               &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TGTNCUyz0nI/AAAAAAAAAh8/UCunzQ76dQs/s1600/IMG_6379.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TGTNCUyz0nI/AAAAAAAAAh8/UCunzQ76dQs/s400/IMG_6379.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504750084378841714" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;            Por causalidad era día de fiesta y todos los niños de las escuelas llevaban sus trajes típicos de los bailes tradicionales andinos bolivianos y el pueblo estaba preparándose para la celebración. Al contrario de la vez pasada, en esta ocasión el estar acompañada de D. Patricia desde un inicio de las actividades, no hicieron de mi presencia un problema. Nos posicionamos en el mejor lugar para ver el desfile y yo incluso podía sacar las fotos que quería sin recibir caras de enojo por hacerlo. Para mí eso fue un grandísimo logro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;        Cantidad de colores y expresiones culturales nos fueron presentados. Cada grupo era representante de un pueblo de la zona. Uno de e&lt;/span&gt;llos, en pleno desfile y para la sorpresa de todos, practicó la “wilancha”, es decir, el sacrificio de sangre. En algunas ofrendas andinas se practica el acto ritual de sacrificar a un animal. Muchas veces en el conjunto de ofrendas existe un elemento simbólico que sustituye el sacrificio de sangre, como por ejemplo un feto de llama resecado. Pero otras veces, cuando es hecho un gran pedido a &lt;st1:personname productid="la Pachamama" st="on"&gt;la Pachamama&lt;/st1:personname&gt; o por razón de ser una fecha especial, entonces se le otorga un gran pago que debe incluir la “wilancha”. En el caso del desfile sacrificaron a una oveja y con su sangre challaron (del quechua, “rocear el suelo con el líquido, licor o sangre”) a los cuatro suyos o puntos cardinales. Luego ofrecieron comida a todos los presentes, en especial a los jueces, autoridades de la comunidad que en esta ocasión estaban encargados de decidir que grupo seria el ganador del desfile.
&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;&lt;p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TGSn707CeSI/AAAAAAAAAhQ/1waTwh-QGsI/s1600/IMG_6335.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 241px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TGSn707CeSI/AAAAAAAAAhQ/1waTwh-QGsI/s400/IMG_6335.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504709290813978914" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;D. Patricia me preguntó si quería que ella fuera mi madrina. Le contesté que si, pero realmente no sabía que significaría eso en la práctica. Entonces en las afueras de la iglesia, con sus hojitas de coca, ella empezó a decir unos conjuros en aymara y a dar vueltas por el local. Seguramente eso era parte del ritual de hacerme su ahijada ya que también caminaba alrededor mío, diciendo palabras. Luego empezó la misa y pasamos adentro de la iglesia. Fueron dichas algu&lt;/span&gt;nas palabras rápidas y anunciaron a los niños que serian bautizados y para mi gran sorpresa llaman mi nombre para que fuera hasta adelante en frente a todos! Sólo en ese momento me di cuenta cuales eran las consecuencias de lo que quiso decir D. Patricia cuando me preguntó si quería ser su ahijada. Justo yo que nunca fui bautizada por mis padres, pensaba mientras toda la iglesia llenísima por la fiesta del pueblo me miraba. Entonces me vistieron un manto ostentoso y el padre dijo las palabras mágicas “en nombre del padre….” Y con eso se terminó el bautizo en la iglesia y todos salieron afuera en procesión.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;             La fiesta seguía y en los intervalos entre un baile y otro mi nueva madrina me llevó a una casa, que no era suya pero que le habían prestado la llave de la puerta y ahí descansábamos un poco antes de volver al desfile. Ella como mi madrina estaba muy preocupada por mí y decidió ver cómo estaba mi suerte, además de aconsejarme acerca de los pasos que yo debería seguir. Sacó su bolsita de coca, pero no era la misma que siempre llevaba colgando y de donde constantemente sacaba sus hojitas que lentamente masticaba. En esa ocasión sacó una bolsita de coca especial que la tenia guardada. Esas eran específicas para la lectura de la suerte y desde la época prehispánica la coca es utilizada en los Andes para prácticas de adivinación. Así abrió su “unkuña” (paño de co&lt;/span&gt;lores) y vertió las hojas. Atentamente las observó, y por las características y disposición de ellas pudo mirar mi camino y orientarme en mis próximos pasos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TGSuO36RniI/AAAAAAAAAh0/zRB0lmxAgs4/s1600/IMG_6294B.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 250px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TGSuO36RniI/AAAAAAAAAh0/zRB0lmxAgs4/s400/IMG_6294B.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504716215103364642" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;                Más tarde fuimos a cenar y mi madrina, muy en contra mi voluntad, se encargaba de pagarme todo. Tomó realmente como un deber cuidarme. Luego me llevó al único lugar para hospedarme en el pueblo, donde estuvo discutiendo un buen rato con el dueño para que le hiciera un descuento por la habitación. Yo le decía que no se preocupara, que yo le iba pagar, pero ella no me hacia caso y seguía discutiendo en aymara con el dueño para que bajara el precio hasta que él así lo hizo y yo pude irme a dormir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;            A la mañana siguiente mi madrina ya estaba afuera esperando por mí desde las 7 horas de la mañana y me dijo el dueño del hospedaje que anteriormente ya había ido&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;a buscarme dos veces pero que yo estaba durmiendo. Salimos a desayunar mate de coca y pan, también había un trozo de queso que ella me regaló y rechazó que le co&lt;/span&gt;mpartiera. Por un lado mi sentido de independencia me decía que no debería aceptarle todos esos cuidados y que a lo mejor yo le estaba dando trabajo extra a esa señora, haciéndole gastar lo que no tenía. Se me ocurrían esa clase de pensamientos y condicionamientos que aprendemos en nuestra sociedad cuya ideología dominante nos dicta que debemos ser individuos “autónomos y autosuficientes”, sin definir bien lo que eso significa ni considerar todos los aspectos que forman a un individuo realmente integral, lo cual seguramente no implica solamente su potencial consumidor. Por otro lado el acto de D. Patricia me enseñaba una gran lección de generosidad y de la humildad de saber recibir. A la vez me provocó ganas de haber nacido en una sociedad “tradicional”, donde hay una familia y una comunidad apoyando a la persona y apoyándose entre si. Donde existe un sentido de grupo y cada uno cumple un papel en beneficio de los demás, al contrario de nuestra sociedad individualista en que todos compiten entre si.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TGSDqLaf0zI/AAAAAAAAAhA/3FiuC24DZwY/s400/IMG_6446.JPG" style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 267px; height: 400px;" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504669405195260722" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;En la&lt;/span&gt;s comunidades andinas, hay deberes instituidos como por ejemplo cuando una pareja contrae matrimonio, toda la comunidad les apoya en la construcción de su casa. En el futuro ellos también lo hacen para las parejas venideras. Esa práctica, denominada “ayni”, es la base del sistema de pensamiento y acción denominado “reciprocidad andina” y genera un sentido de pertenencia e importancia dentro del grupo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;Me hizo muy bien tener una madrina que me cuidaba, me guiaba. Nuestra despedida no fue tan dolorosa como de la vez anterior. Mismo sin saber cuándo la volvería a ver, sentía que un lindo lazo nos estaría uniendo y conectando. Sé que desde las altas tierras altiplánicas hay una mamita que me manda buena suerte en sus recuerdos, mismo que se acuerde de mí solamente &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD" style="mso-ansi-language:ES-TRAD"&gt;como “su gringuita”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/365056363922595633-4696122160865621281?l=caminosypercepciones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/feeds/4696122160865621281/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=365056363922595633&amp;postID=4696122160865621281' title='1 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/4696122160865621281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/4696122160865621281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/2010/08/d-patricia-un-reencuentro.html' title='D. Patricia, un reencuentro'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TGSj0ICFdaI/AAAAAAAAAhI/_mjeBc-isuQ/s72-c/IMG_6354.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633.post-7033982694213628318</id><published>2010-07-31T14:29:00.004-05:00</published><updated>2010-08-02T21:24:25.951-05:00</updated><title type='text'>Las piedras: mensajeras del planeta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEJrF7m9q3I/AAAAAAAAAXg/x51J39T891w/s1600/IMG_6251.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 267px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEJrF7m9q3I/AAAAAAAAAXg/x51J39T891w/s400/IMG_6251.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495072244990061426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Casa Arte Taller Cardozo Velasquez

&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;En Oruro tuve la increíble oportunidad de hospedarme algunas veces en una casa-museo. Ese espacio peculiar y único es taller y hogar de una familia compuesta por la pareja Gonzalo Cardozo y María Velásquez, y sus cinco hijas: Kurmi, Lully, Tani, Nayra, y Wara. Dedicados completamente al arte ellos han creado una casa que alberga muchas piezas artísticas y que a la vez es una obra de arte en si misma.
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Además de recibir visitantes interesados en la exposición permanente o en los talleres que son ofrecidos, esa casa también es la sed de la fundación Centro Cultural Catcarve (Casa Arte Taller Cardozo Velasquez) y responsable del programa social "Para volver a ser niños juguemos con ellos". Una de sus actividades consiste en llevar materiales de pintura a lugares menos favorecidos socialmente, dónde se convocan a los niños para que pinten gratuitamente. Para algunos niños esa experiencia es la primera del género, lo que tiene un efecto muy positivo en sus vidas ya que de esa forma tienen la oportunidad de desarrollar su potencial artístico, tal vez nunca antes revelado por falta de medios de expresión.

&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;D. Gonzalo es hijo de carpintero, de niño jugaba con herramientas y materiales en el taller de su padre y eso fue lo que le hizo escultor de profesión. Él es un artista que trabaja distintos materiales (bronce, forrado, cerámica, etc.). Últimamente estuvo dedicándose a la producción de esferas de piedras. La última vez que estuve con él en el 2007 fuimos juntos recoger materia-prima para su trabajo, bien cerca de su casa, dónde una reforma en la calle había puesto al descubierto muchas rocas que estaban bajo el suelo. Así él me pidió que eligiera algunas piedras, entre muchas, para que luego fuesen transformadas en esferas. Recogí al azar cuatro piedras, las cuales de acuerdo con lo que me dijo D. Gonzalo eran de la misma “familia” ya que todas tenían coloración y textura semejantes.
&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEJDWuyBxiI/AAAAAAAAAWo/C4pSXXqHRmE/s1600/gabriela+109B.jpg"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 134px; height: 200px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEJDWuyBxiI/AAAAAAAAAWo/C4pSXXqHRmE/s200/gabriela+109B.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495028553139471906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para aquél ento&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEJLKvg2oII/AAAAAAAAAW4/Yd2PUFyssaE/s1600/gabriela+099B.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 210px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEJLKvg2oII/AAAAAAAAAW4/Yd2PUFyssaE/s320/gabriela+099B.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495037143270465666" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;nces la meta de D. Gonzalo era producir 1000 esferas, siendo que un año y medio de trabajo le habían rendido 650. Para cada piedra fue necesario cortarla, pulirla y darle el formato redondo; un proceso lento y trabajoso que resultó en esferas desde 2 cm. de diámetro hasta la más grande con 65 cm. y 100 kilos. Finalmente él produjo cerca de 2000 piezas y el año pasado se inauguró en Bolivia su exposición: “La memoria del mundo”, la cual está en Shangai este año. Me comentó el artista que esa idea de trabajar con las piedras y con la forma esférica surgió de sus preocupaciones con relación a la contaminación en el planeta, en especial el aire en Bolivia, país que recibe vehículos que ya no son aceptados en los países dichos desarrollados, por el alto nivel de monóxido de carbono que desprenden. Ese hecho generó un aumento en las enfermedades respiratorias, afectando principalmente a los niños.

&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;La ciudad de Oruro, capital del departamento de mismo nombre, ubicada en el altiplano boliviano, a 230 km de distancia de La Paz, está a 3.706 metros sobre el nivel del mar. Por la elevada altitud, sumada a la deforestación, los árboles son escasos. Hace unos años que Cardozo y su familia tienen un proyecto: “Un niño, un árbol, oxígeno para el planeta”, el cual consiste esencialmente en plantar árboles. Así ese trabajo ecológico se conecta con la creación de las esferas, ya que ambas acciones reflejan la preocupación con relación al futuro de la Tierra.
En primer lugar nos explica Gonzalo que: “El planeta y la piedra nacieron el mismo día. Así, las piedras tienen la memoria acumulada del planeta. Ojala pudiéramos empezarlas a observar, sentirlas, oírlas, tocarlas debidamente. En cada piedra hay un mensaje por la textura, por la conformación cristalográfica de las piedras, por los componentes químicos y por todos los procesos que han ido pasando hasta lograr llegar al estado de piedra. ”

&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEJTBYvhcTI/AAAAAAAAAXI/XyhbSmSrtDM/s1600/gabriela+091C.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 250px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEJTBYvhcTI/AAAAAAAAAXI/XyhbSmSrtDM/s400/gabriela+091C.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495045778632175922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sobre las esferas dice que “la forma esférica, es la forma geométrica perfecta, desde el átomo, hasta el planeta son esféricos. Es de infinito crecimiento,  tiene un eje a partir del cual va rotando en todos los sentidos, todas las direcciones. Tiene un foco central a partir del cual puede tener expansión total”. Al transformar esas piedras en esferas, Gonzalo cree estar aprendiendo a leer y escuchar lo que ellas tienen a decir, por lo que reafirma: “Esas esferas no son nada más que las crías, los hijos de la tierra, son los mensajeros de la tierra. Para entender esos mensajes que nos llegan a partir de las piedras, hay que tener un corazón más simple, más despegado de demasiadas cosas que nos están anclando, que nos están atrapando momentáneamente en el mundo actual. El gran mensaje que nos gritan, que nos relatan, que nos imploran  las piedras es el siguiente: es necesario cambiar de conducta frente al planeta y ver que podemos hacer, entre todos. Nadie nos va a enseñar, ningún milagro nos va a salvar. El cambio tiene que ser a partir de nuestros sentimientos, del nuestro mirar, con ojos cerrados, de nuestro amar con  el corazón y entender que tenemos que hacer un cambio de conducta porque este planeta es el hogar de todos, es el único gran hogar que tenemos y que podemos disfrutar, entre nosotros, con nuestros hijos, y con los hijos de nuestros hijos, y toda la cadena viva del planeta. Nuestra vida unitaria no significa absolutamente nada para el continuar su curso el planeta”.

Saliendo de Oruro fui a vivir en el desierto entre las piedras y entre la arena, que no es nada más que las mismas rocas erosionadas. Miraba al mí alrededor y me acordaba de las palabras de D. Gonzalo porque reflejaban una percepción mía de que existe otra lectura que no solamente la funcional, es decir, la que nos hace explotar esos minerales para nuestro provecho económico. Más allá del aspecto utilitarista monetario, existe una historia e una experiencia de paciencia, persistencia, resistencia y sabiduría que nos cuentan las piedras y que no deberían ser ignoradas, sino imitadas.
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TFNkbsYDc8I/AAAAAAAAAZo/0wDR3SctYHw/s1600/IMG_0005B.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TFNkbsYDc8I/AAAAAAAAAZo/0wDR3SctYHw/s400/IMG_0005B.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5499849996880802754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gonzalo Cardozo y las esferas&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(foto de Nayra C. Cardoso Velasquez)&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/365056363922595633-7033982694213628318?l=caminosypercepciones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/feeds/7033982694213628318/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=365056363922595633&amp;postID=7033982694213628318' title='0 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/7033982694213628318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/7033982694213628318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/2010/07/las-piedras-mensajeras-del-planeta_31.html' title='Las piedras: mensajeras del planeta'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEJrF7m9q3I/AAAAAAAAAXg/x51J39T891w/s72-c/IMG_6251.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633.post-2478179831632108943</id><published>2010-07-21T00:27:00.015-05:00</published><updated>2010-07-22T01:04:28.442-05:00</updated><title type='text'>Los Kallawayas: médicos-sacerdotes milenarios</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEaGU7Jb-xI/AAAAAAAAAZI/ZbkRxeRBZqE/s1600/51600034.JPG"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 265px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEaGU7Jb-xI/AAAAAAAAAZI/ZbkRxeRBZqE/s400/51600034.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496228089285049106" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;El pueblo de Chuzaqueri&lt;/span&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 11"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///D:%5CWindows%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="PersonName"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;o:smarttagtype namespaceuri="urn:schemas-microsoft-com:office:smarttags" name="metricconverter"&gt;&lt;/o:smarttagtype&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:punctuationkerning/&gt;   &lt;w:validateagainstschemas/&gt;   &lt;w:saveifxmlinvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:ignoremixedcontent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:alwaysshowplaceholdertext&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:dontgrowautofit/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:latentstyles deflockedstate="false" latentstylecount="156"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if !mso]&gt;&lt;object classid="clsid:38481807-CA0E-42D2-BF39-B33AF135CC4D" id="ieooui"&gt;&lt;/object&gt; &lt;style&gt; st1\:*{behavior:url(#ieooui) } &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:ES-TRAD; 	mso-fareast-language:ES-TRAD;} @page Section1 	{size:595.3pt 841.9pt; 	margin:2.0cm 2.0cm 2.0cm 2.0cm; 	mso-header-margin:35.45pt; 	mso-footer-margin:35.45pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabla normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-ansi-language:#0400; 	mso-fareast-language:#0400; 	mso-bidi-language:#0400;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;Los Kallawayas, grupo de habla predominantemente quechua, son históricamente conocidos por distintos aspectos que los identifican. Lo más legendario de ellos es que fueron los médicos itinerantes del antiguo imperio inca: el Tawantinsuyo. Es dicho que los Kallawayas recogían más de &lt;st1:metricconverter productid="4000 Km" st="on"&gt;4000 Km&lt;/st1:metricconverter&gt;. del imperio con su &lt;i style=""&gt;Kapachu&lt;/i&gt; (bolsón) lleno de plantas, minerales, sustancias animales o cualquier otro instrumento que les ayudara a sanar. El hecho de que se movían de un piso ecológico a otro en sus viajes les dio acceso a una variedad de especies que exceden a las encontradas en su lugar de origen. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;Como es sabido, los incas fueran solamente uno de los muchos grupos andinos. Aproximadamente en 1400 d.C. se volvieron la etnia dominante al conquistar y anexar poblados y regiones. Así todos en condición de “extranjeros”, es decir, los que no pertenecían a su linaje, poseían menos derechos dentro del imperio. Sin embargo, con relación a los Kallawayas esa costumbre fue diferente ya que éstos poseían tantos conocimientos herbolarios y curanderos que recibieron un altísimo status en el Tawantinsuyo, adquiriendo muchos privilegios, incluyendo el de aconsejar a los &lt;i style=""&gt;amautas&lt;/i&gt; (sabios) de la corte inca. Tan grande es su fama que se cuenta que curaban hasta con el poder del verbo, es decir, la vibración del sonido. Más tarde los conquistadores españoles tacharon a los Kallawayas de brujos, así mismo estuvieron obligados a recurrir a ellos cada vez que necesitaban la solución para algún mal que no conocían o que no pudiesen curar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;span style=""&gt;                      &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;Actualmente la mayoría de los Kallawayas viven en la provincia Bautista Saavedra, en el Departamento de &lt;st1:personname productid="La Paz" st="on"&gt;La Paz&lt;/st1:personname&gt;, Bolivia, muy cerca de la frontera con Perú. En el 2003, la cosmovisión Kallawaya fue declarada “Patrimonio Oral e Intangible de &lt;st1:personname productid="la Humanidad" st="on"&gt;la  Humanidad&lt;/st1:personname&gt;”, título concedido por &lt;st1:personname productid="la UNESCO" st="on"&gt;la UNESCO&lt;/st1:personname&gt;, a los tesoros inmateriales de la humanidad y también aquéllos que están en riesgo de extinción. Esa cosmovisión, en estrecha relación con la andina, es la base para los métodos de sanación implementados por los Kallawayas. Está apoyada en un conjunto de mitos, rituales y prácticas que conectan al hombre, a la sociedad, a los espíritus y al cosmos. Basadas en milenarios valores andinos sumados a la influencia cristiana, ese universo simbólico coherente de lógicas, valores, percepciones y prácticas dan sentido a las concepciones y funciones de salud y enfermedad.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;span style=""&gt;                                             &lt;/span&gt;Llegué a Charazani, capital de la provincia Bautista Saavedra, a una altitud de 3250 msnm, acompañada de un amigo interesado en buscar alivio para su dolor de cadera. El pueblo era chico y rodeado por montañas. No había hostales para hospedar a los visitantes, así que nos prestaron un cuartito (sin baño o cualquier otra comodidad) por el módico precio más o menos de un dólar al día. Después de caminar por los alrededores contemplando el esplendor del relieve y los cóndores que volaban arriba de los 4000 msnm, nos sentamos en la plaza. Como de costumbre, los afuerinos (como le dicen a los que son de afuera) llaman mucho la atención, especialmente de los niños que nos tenían rodeados, haciéndonos preguntas y riéndose de nuestra extrañeza.
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;span style=""&gt;                                           &lt;/span&gt;Así fue cuando se nos aproxima un argentino, sus 40 años más o menos, llevaba en los brazos a su hijo, un bebecito. Entre idas y venidas a su tierra natal, él había estado viviendo en Charazani por lo menos 2 años. Acompañaba a su esposa, una antropóloga estadounidense de &lt;st1:personname productid="la Universidad" st="on"&gt;la  Universidad&lt;/st1:personname&gt; de Chicago que estudiaba los Kallawayas. Cuando la conocí ella me platicó que su especialidad era la etnobotánica y que su tesis de licenciatura la había escrito sobre la ayahuasca, una bebida enteógena de los indígenas brasileños y peruanos. Curiosamente ella se decía especialista en el tema sin nunca haber probado la ayahuasca o haber estado en &lt;st1:personname productid="la Amazonia.	Mientras" st="on"&gt;la Amazonia.&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;Mientras&lt;/st1:personname&gt; la antropóloga colectaba toda la información que podía para armar su tesis sobre los Kallawayas, el marido “achicaba su mente” (repito aquí sus propias palabras). Eso porqué, conforme nos dijo él, no encontraba nada más que hacer en aquel pueblito, aparte de cuidar al hijo y a la casa. Pero ella pronto sacaría su título de doctora, además con lo que le pagaba Chicago ellos podían mantener una casa en Charazani, otra en &lt;st1:personname productid="La Paz" st="on"&gt;La Paz&lt;/st1:personname&gt; y otra más en Buenos Aires. Por eso pensé que le convenía mantener la mente achicada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;span style=""&gt;                       &lt;/span&gt;Desde que su cosmovisión ganó el título de &lt;st1:personname productid="la UNESCO" st="on"&gt;la  UNESCO&lt;/st1:personname&gt;, los Kallawayas se pusieron súper celosos de ella. Por un lado finalmente se les consideró una importancia que siempre han poseído, pero que no había sido oficialmente reconocida. Por otro lado, el título también llamó la atención de grupos de poder interesados en sus conocimientos. Como es bien sabido, los blancos muchas veces nos hemos apropiado de los conocimientos de los grupos indígenas para provecho propio, especialmente cuando ésos envuelven saberes que pueden ser rentables, como es el caso de las plantas medicinales potencialmente patentables por las empresas farmacéuticas. Así es que si preguntásemos cualquier cosa sobre la herbolaria a la gente de Chuzaqueri, de inmediato ponían una cara de desconfianza y desviaban el asunto, en un acto comprensiblemente protector.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;span style=""&gt;                                  &lt;/span&gt;La antropóloga que vivía en ese pueblo, para ganar la confianza de la gente, trabajaba para la comunidad enseñándoles inglés, computación, además de una serie de otros favores y donaciones financieras que tenía que hacer. Así mismo se le pasaba la información paulatinamente y no sé hasta que punto le revelaron. Al conocerla le comentamos que queríamos contactar algún medico-sacerdote del pueblo para que nos hiciera una ceremonia, a mi amigo para su cadera y a mí para que me fuera bien. Así, con el interés de poder registrar el ritual que se nos haría, ella nos presentó a D. Máximo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;La medicina Kallawaya no está basada simplemente en la herbolaria, la cual es ineficaz sin el ritual que le acompaña. Además no es cualquier persona que se puede considerar un Kallawaya. Para eso, hay que haber recibido el debido entrenamiento de un familiar o entonces haber sido tocado por el rayo. D. Máxico era un &lt;i style=""&gt;yatiri&lt;/i&gt; (medico-sacerdote) muy prestigiado de su comunidad. Él nos encargó de comprar una serie de cosas para la ceremonia que nos haría, entre ellas huevos, lana de colores, &lt;i style=""&gt;llampu&lt;/i&gt; (grasa de llama), velas, alcohol, vino, y por supuesto hojas de coca, ya que ninguna ceremonia andina se realiza sin las hojitas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEaLOGAbQTI/AAAAAAAAAZY/6jfS9V2NqYI/s1600/Curva5.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 239px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEaLOGAbQTI/AAAAAAAAAZY/6jfS9V2NqYI/s320/Curva5.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496233469499097394" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt; D. Máximo preparó cuatro &lt;i style=""&gt;mesitas dulces&lt;/i&gt; (nombre de las ofrendas para el ritual detalladamente arregladas de acuerdo&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt; a los principios simbólicos de la cosmovisión andina) para mí y cuatro para mi amigo. Se las ofreció a las montañas, ya que en la lógica andina de la reciprocidad, no sirve simplemente pedir a las fuerzas o espíritus para que nos con&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;cedan algún favor sin ofrendarles algo en cambio a la vez. Para tener buena salud o prosperidad o cualquier otra gracia, hay que alimentar a los seres de las montañas (&lt;i style=""&gt;Mallkus&lt;/i&gt;), a los antepasados (&lt;i style=""&gt;achachilas&lt;/i&gt;), a las deidades de las distintas moradas. Terminado el ritual que duró unas dos horas, D. Máximo nos cobró relativamente caro por su trabajo, al final, esa era la fuente de su sustento.
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEaLOGAbQTI/AAAAAAAAAZY/6jfS9V2NqYI/s1600/Curva5.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;           Volvimos a &lt;st1:personname productid="La Paz" st="on"&gt;La Paz&lt;/st1:personname&gt; después de unos días. Desde entonces, no he dejado de preocuparme por la información que los antropólogos, entre otros profesionistas, recogen en las comunidades indígenas y tradicionales. ¿En última instancia, a quien realmente puede servir esa información y quien se beneficia directamente de ella? También me parece impertinente el hecho de que algunas veces nuestro saber académico se imponga sobre las experiencias o conocimientos de los pueblos del mundo. Estos saberes no están basados en la lógica Occidental, sino en la suya, pero son tan válidos como aquéllos orientados por la investigación científica. El conocer en todas las culturas y épocas siempre ha sido algo integral, es decir, ha envuelto no solamente el pensar, sino el sentir, el vivir, el experimentar. De esa forma, para ser reconocido como “el que sabe”, los curanderos, chamanes o sacerdotes han tenido que pasar por distintas pruebas que incluyeron el cuerpo, la mente y el espíritu. Los científicos por el hecho de que categorizan, describen y enumeran los dados, creen por eso ser los expertos sobre el tema en cuestión y así consideran tener “el conocimiento” sin haberlo experimentado de forma directa, es decir, vivenciándolo. Por lo tanto, desde qu&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;e se imp&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEaL_rY3g-I/AAAAAAAAAZg/njIGiP4HhSI/s1600/51780003.JPG"&gt;&lt;img style="float: right; margin: 0pt 0pt 10px 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 212px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEaL_rY3g-I/AAAAAAAAAZg/njIGiP4HhSI/s320/51780003.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496234321347314658" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;uso &lt;st1:personname productid="la Ciencia" st="on"&gt;la  Ciencia&lt;/st1:personname&gt;, como saber autorizado y legitimado por encima de las demás formas, los fragmentos son c&lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;onsiderados como si fueran &lt;/span&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;la totalidad y se han creado decenas de especialistas que han perdido de vista la perspectiva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;                      El legado de los Kallawayas al mundo es grande, abarcando muchos medicamentos, entre los cuales se destacan: la quina (árbol que figura en el escudo nacional peruano, actualmente en riesgo de extinción, y que sirve para combatir la malaria), la genciana (contra problemas estomacales), la hipecacauna (para disentería), el bálsamo  del Perú (antiséptico), el aceite de copaiba (antibiótico natural), etc. Sin embargo, ¿Cuál es nuestro legado a los Kallawayas? si consideramos que el 96% de la población de la provincia Bautista Saavedra vive en condición de &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;extrema pobreza.&lt;/p&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="ES-TRAD"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;



&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/365056363922595633-2478179831632108943?l=caminosypercepciones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/feeds/2478179831632108943/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=365056363922595633&amp;postID=2478179831632108943' title='0 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/2478179831632108943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/2478179831632108943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/2010/07/los-kallawayas-medicos-sacerdotes.html' title='Los Kallawayas: médicos-sacerdotes milenarios'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEaGU7Jb-xI/AAAAAAAAAZI/ZbkRxeRBZqE/s72-c/51600034.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633.post-7184517856170889859</id><published>2010-07-13T22:12:00.016-05:00</published><updated>2010-07-18T23:36:54.587-05:00</updated><title type='text'>Carnaval en San Pedro de Condo, departamento de Oruro, Bolivia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TD09a_Bx7MI/AAAAAAAAAVA/UfE-kQFmL4o/s1600/51800010C.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 313px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TD09a_Bx7MI/AAAAAAAAAVA/UfE-kQFmL4o/s400/51800010C.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493614654266666178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;En febrero del 2006 estuve en Bolivia en trabajo de campo para mi tesis de licenciatura de antropología sobre Los Aymaras y el Carnaval de Oruro. Además de vivir el carnaval en la ciudad también me dirigí a los pueblos, donde las comunidades campesinas celebran su fiesta para que los frutos que recién aparecen en el campo en esa época sigan creciendo fuertes.

Eran las 6 de la mañana y yo ya estaba en la Terminal de buses esperando a la movilidad (así le dicen en Bolivia a los camiones/autobuses)que saliera al pueblo de San Pedro de Condo, donde seria la fiesta que me había invitado mi amiga D. Máxima (la de la tienda de hechizos). Pues nunca apareció el tal autobús. Si, así son las cosas en Bolivia, muchas veces te dicen una cosa, pero todo pasa extremamente distinto a lo planeado, definitivamente no estamos en el mundo Occidental (por suerte, o no!). ¿Pues entonces desde dónde sale la movilidad? – yo clamaba a todos! “Es que tienes que ir hasta la salida de la ciudad”, me decían. Por supuesto que se me hizo súper raro que yo simplemente me pusiera a las afueras de la ciudad y que allá mismo encontrara un autobús que iba justo al pueblo a que yo me dirigía! Pero así eran las cosas y si te falta confianza en ideas no convencionales, no vayas a Bolivia!
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TD04iyS6gII/AAAAAAAAAUo/mVBikleJQPY/s1600/51800016B.jpg"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 400px; height: 341px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TD04iyS6gII/AAAAAAAAAUo/mVBikleJQPY/s400/51800016B.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493609290729685122" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Me tomo un taxi y le pido al chofer que me deje en la carretera en la salida de Oruro y para mi gran sorpresa, allá estaban todos los que iban a la fiesta! Eran casi las diez de la mañana y me junté a la multitud a espera del camión. Por fin, cuando yo ya no me lo creía, aparece la tal movilidad. Claro, eran más personas que los asientos disponibles, pero eso nunca fue un problema en Bolivia. Después de dos horas de viaje nos dejaron en el pueblo de Patacamaya y de ahí seguiríamos en taxis, los cuales ya estaban estratégicamente esperando a los pasajeros, todo estratégicamente sincronizado. Luego, todos ya tenían sus grupitos para compartir el taxi y yo me junto con otras seis personas, las cuales ya estaban de acuerdo que yo viajaría en la parte trasera del coche (la cajuela), pagando lo mismo, por supuesto. Bueno, así es la vida de una señorita extranjera, pensé yo, y me metí en el auto.

Finalmente llegamos a Condo y la fiesta ya había empezado. El papá de D. Máxima me presenta a las autoridades locales (como son llamadas las autoridades indígenas de la comunidad, en oposición a las autoridades gubernamentales). Lo interesante es que me presentó como siendo su sobrina que venía de Argentina. Yo le había dejado bien claro que era de Brasil y lo que estaba haciendo allá. En ese punto de la historia yo no tenía ni idea del porqué de esa invención por parte del Señor. Sin embargo, algunas reflexiones antropológicas subsecuentes me dieron un motivo (ya se les platicaré).

Con las debidas presentaciones hechas, marchamos rumbo a la fiesta. El Señor luego se perdió entre todos los demás, que ya estaban bien tomados, y yo me quedé sola a observar (mas bien era yo la observada porque todos me miraban como quienes dicen: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Y esa de dónde salió?&lt;/span&gt;). La gente comía, platicaba y tomaba. A mi me sirvieran un plato de sopa. Luego se pusieron a recoger todo el pueblo bailando y tocando, siendo que paraban para descansar y comer en las casas de las autoridades locales, donde nos volvían a servir otro plato de sopa (ya era mi cuarto plato y no podía más). Además también nos daban un puñetazo de habas con carne de llama y maíz (mis bolsillos estaban llenos sin saber donde poner tanta comida) y nos servían cerveza y alcohol 96 grados. Por suerte en Bolivia siempre antes de tomar un trago hay que ofrendar una parte a la Pachamama, a la Madre Tierra. Por lo tanto, esa era mi excusa perfecta para voltear casi todo el alcohol al suelo antes de tomarlo. Así yo podía caminar sin marearme y la Pachamama estaría feliz con mi gran generosidad.

&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;En febrero es época de lluvia en los Andes y la tradición carnavalesca es aventarse globitos de agua unos a los otros, en una alusión a la época húmeda. Claro que to&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TD05U49s82I/AAAAAAAAAUw/wnMKDHR87tA/s1600/51800012.JPG"&gt;&lt;img style="float: left; margin: 0pt 10px 10px 0pt; cursor: pointer; width: 400px; height: 265px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TD05U49s82I/AAAAAAAAAUw/wnMKDHR87tA/s400/51800012.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5493610151513224034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;dos los niños eligieron a mí como víctima. Ya desesperada y huyéndome de todos, me viene a salvar una señora, de sus 70 años más o menos. Me agarra la mano y espanta a los chicos…y sigue acompañándome por todos lados. Fue así cómo conocí a D. Patricia, un alma tan plena y tan tranquila que no había como serle indiferente.
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;
D. Patricia no hablaba totalmente el español, sino el aymara. Así que nuestra conversación verbal era limitada, lo que no nos impidió de tener una fuerte comunicación visual y corporal. Ella me llevó a su casa, donde vivía con su hija y su nieta, para que yo pudiera dejar mis cosas. Luego volvimos al baile con la comunidad y desde entonces ella empezó a presentarme a la gente como siendo su hija, la que se había ido de niña a Argentina llevada por su papá (supuestamente el marido de D. Patricia)y que después de años había regresado para visitar a su mamá. Historia más sorprendente yo no podría haber imaginado. Lo complicado fue que las personas empezaron a hacerme preguntas y más preguntas sobre Argentina y yo ni idea de las respuestas….
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos ya estaban bien tomados y sentía que había una cierta hostilidad siendo proyectada en contra de mi persona. Las comunidades aymaras son bien cerradas en lo que concierne a las personas de afuera, tienen la personalidad introspectiva y ni siempre se abren con facilidad. Tal vez por eso mismo han mantenido mucho de su cultura, pese todo el proceso colonizador y la actual globalización. Así, como única extranjera fácilmente distinguible, creo que era la única “pared” disponible para que todos, en su estado alterado por el alcohol, pudiesen proyectar su rabia en contra al externo, al desconocido, al extranjero. Luego, me fue entrando la preocupación de que iban a descubrir la falsa identidad, la que ni yo misma había creado. Ya me imaginaba siendo colgada y ahorcada!
&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;El hecho de que primer el papá de D. Máxima me presentó como su sobrina (y luego D. Patricia dijo que yo era su hija) fue una forma de encontrar algún grado de parentesco o conexión con la comunidad, haciendo que me aceptasen más. Muchos emigrantes de esa región van a Argentina, por lo tanto la historia se volvía más plausible. Así mismo a muchos se les hacia rara mi presencia, era una intrusa, y a mí me preguntaban: “¿cómo te atreviste a venir señorita?”.

Llega la noche y la banda y el baile de las comparsas siguen en su ritmo. D.Patricia me lleva a su casa y no tardó para que empezara a llover fuertísimo, con rayos y truenos que hacían temblar la tierra. La temperatura a esos más de 3500 m.s.n.m era bien helada. Así mismo, seguíamos escuchando la orquestra que parecía no moverse o no importarse. La hija de D. Patricia aún no había vuelto y ella se puso sentada en el piso de tierra de la casa, a picchar (mascar) hoja de coca y a esperar por ella. Nunca dejó que la preocupación alterase su estabilidad, pero la lluvia no daba tregua y a cada trueno yo me estremecía. La oscuridad era total en ese pueblo sin electricidad y si no fuera por el sonido de la banda que seguía tocando, yo no vería nunca que había gente afuera. Por fin, hasta la banda se rindió, ya que el aguacero era demasiado. Pero, la hija de D. Patricia no llegaba, ¿que le habría pasado? Yo no me aguanté, el día había sido larguísimo, así que me quedé dormida. Finalmente llega la hija, una mujer de sus 40 años, acompañando a su hija, una niña de sus 15 años.
&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEPWF9iWvZI/AAAAAAAAAY4/DMNFr-aHWq4/s1600/51800011D.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 287px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TEPWF9iWvZI/AAAAAAAAAY4/DMNFr-aHWq4/s400/51800011D.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495471368228486546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;En la mañana siguiente la fiesta seguía, todos ya estaban mejor acostumbrados a mi presencia, aunque seguía siendo algo anormal. Entre muchas comidas, bebidas, tragos y bailes y intentando quitarme de encima a los niños con sus globitos de agua y a los jóvenes que me acosaban, yo intentaba estar más cerca de esa mujer cuya simple presencia me traía toda la confianza de vida. Llega la tarde y con ella el fin del día. Yo tenía que regresar a Oruro y D. Patricia me acompaña a dejarme en la movilidad que salía sólo una vez al día de regreso a la ciudad. En el momento de despedirnos un acto involuntario, desmedido y desesperado: las dos llorando como si una parte nuestra estuviera siendo dilacerada. Por un lado yo, la joven antropóloga que se dejó envolver por completo en la antagónicamente llamada “observación participativa”, por otro, esa mujer, demostrando sus sentimientos evocados por detrás de su semblante de paz y sabiduría.
&lt;/div&gt;
La conclusión es que volví llorando durante todo el viaje, los otros pasajeros me pasaban servilletas para que me secara las lágrimas y hasta hoy no se me quita el enigma: ¿por qué algunas personas te evocan emociones tan fuertes, dejando indelebles memorias, que al simple relance se revivifican como si estuviera actualizado en un eterno presente?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/365056363922595633-7184517856170889859?l=caminosypercepciones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/feeds/7184517856170889859/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=365056363922595633&amp;postID=7184517856170889859' title='3 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/7184517856170889859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/7184517856170889859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/2010/07/carnaval-en-san-pedro-de-condo.html' title='Carnaval en San Pedro de Condo, departamento de Oruro, Bolivia'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TD09a_Bx7MI/AAAAAAAAAVA/UfE-kQFmL4o/s72-c/51800010C.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633.post-3401585710352087302</id><published>2010-07-12T01:52:00.005-05:00</published><updated>2010-07-18T22:25:00.133-05:00</updated><title type='text'>Mi impulso por la durée</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“La vida sólo puede ser comprendida mirando hacia atrás, pero sólo puede ser vivida mirando hacia delante”&lt;/span&gt;          Soren Kierkegaard
&lt;/div&gt;

&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Es difícil usar la palabra “consciencia” de manera absoluta. En general, la consciencia es consciencia de alguna cosa, o sea, se define por su intencionalidad. La consciencia sólo es ella misma a partir de su relación con el objeto, con el mundo constituido. El mundo sólo adquiere sentido si es objeto de la consciencia. Así las suposiciones ontológicas son eliminadas en la tentativa de superar la oposición tradicional entre el Realismo e el Idealismo. Lo que importa es el estudio del fenómeno, tal como éste se nos presenta a la experiencia, caracterizada no solamente por el hecho de que sea una consciencia, pero simultáneamente determinada por el objeto de la intención de la cual es una consciencia.

Ahora bien, mientras estamos viviendo vivimos en nuestras experiencias y concentrados en los objetos de esas experiencias, perdemos de la vista los “hechos de la experiencia subjetiva” en si. Éstos últimos son revelados cuando nos volteamos hacia nuestras propias experiencias, en un acto de “reflexión”. Así, la fenomenología, una de las corrientes filosóficas más relevantes del siglo XX, reconoce dos niveles de consciencia: uno que vive dentro de la corriente de consciencia y otro que vive dentro do mundo do tempo y del espacio.

El primer nivel es llamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;durée&lt;/span&gt;, o corriente interior de duración, o flujo de experiencia o duración pura del tiempo. No es vivenciado como una cosa delimitada o bien definida, es un flujo de experiencias unidireccionales y irreversible, una transición constante de un “aquí y ahora” para otro “aquí y ahora”. Inmersa en esta corriente de consciencia no puedo estar atenta a la diferencia entre el Ahora y el Antes, ya que estoy penetrada en un &lt;span style="font-style: italic;"&gt;continuum&lt;/span&gt;. Así, no encuentro ninguna experiencia nítidamente diferenciada estando en la &lt;span style="font-style: italic;"&gt;durée&lt;/span&gt;.

Cuando tengo la percepción de que desde un momento atrás hacia ahora mismo yo envejecí, es porque penetré en otro nivel de consciencia, el de la reflexión, y siendo ésta una función del intelecto, pertenece esencialmente al mundo temporal y espacial de la vida cotidiana. La propia consciencia de la experiencia de la corriente de duración pura, es decir, de lo que nombramos como “memoria”, supone un movimiento en contra la corriente. Sólo una experiencia ya pasada, delimitada, terminada, vista en retrospectiva, puede ser clasificada, analizada y significada. De esa forma, el significado sólo es accesible reflexivamente, mirando hacia el pasado, hacia la experiencia pasada, a través de la interpretación.

A partir de esas contribuciones de la fenomenología es que pude entender lo que me ha pasado en los últimos tiempos. Me propuse escribir mis impresiones y percepciones de mis experiencias, pero no lo hice porque preferí dejarme llevar por el fluir de la consciencia, por estar en la durée y no reflexionar tanto sobre la vida. Acostumbrada desde siempre a cuestionar, indagar, y especialmente significar la experiencia, me di cuenta de que aunque ese tipo de postura sea muy válido en un mundo donde la mayoría no se interesa por el sentido de la vida o por el significado más profundo de sus acciones, sentimientos y destino, por otro lado, esa posición me dio la sensación de no estar en la vida, sino de sólo pensar sobre ella.

Si pensamos en esos términos duales (serán todos los pensamientos duales?) que nos enseña la fenomenologia, vemos que por un lado está la vivencia sin contenido reflexivo y por otro la reflexión sin vivencia. Para mí fue necesario vivir esas polaridades en su máxima expresión para poder encontrar la dialéctica intermedia. Por el momento siento que mi impulso por la &lt;span style="font-style: italic;"&gt;durée&lt;/span&gt;, por estar en el flujo de la vida sin frenarlo al pensar sobre él, se va a intercalar con un ejercicio de reflexión comprensiva e interpretativa. Me sorprenden las vueltas que la consciencia da para hacerme tomar la misma decisión, al final, una sola elección tiene que ser hecha muchas veces.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/365056363922595633-3401585710352087302?l=caminosypercepciones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/feeds/3401585710352087302/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=365056363922595633&amp;postID=3401585710352087302' title='1 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/3401585710352087302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/3401585710352087302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/2010/07/mi-impulso-por-la-duree.html' title='Mi impulso por la durée'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633.post-1233396063705283968</id><published>2007-10-10T18:14:00.001-05:00</published><updated>2010-07-19T18:29:52.229-05:00</updated><title type='text'>Ritual da Primeira Sexta-Feira do Mês em Oruro</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/Rw1igQorj9I/AAAAAAAAAIQ/TMURxC3AZrk/s1600-h/D+Max.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119856657751052242" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/Rw1igQorj9I/AAAAAAAAAIQ/TMURxC3AZrk/s400/D+Max.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;D. Máxi y las mesas dulces&lt;/span&gt;

&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Bolívia andina e especialmente em Oruro, todas as primeiras sexta-feiras do mês (&lt;em&gt;Primer Viernes&lt;/em&gt;) é dia de &lt;em&gt;K’oa&lt;/em&gt;. Esse é um ritual que consiste em dar uma oferenda para a Pachamama como forma de agradecimento pela vida, pelo trabalho, pela saúde... enfim... vários são os motivos para se agradecer, mas também se pede. O &lt;em&gt;yatiri&lt;/em&gt; (sábio, curandeiro andino) é o que conduz esse ritual. O fogo, que recebe a oferenda, fica no meio do círculo que forma todos os participantes que &lt;em&gt;picchan&lt;/em&gt; (mascam) coca enquanto escutam os dizeres do &lt;em&gt;yatiri&lt;/em&gt; invocando os &lt;em&gt;Malkus&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Apus&lt;/em&gt; (divindades das montanhas, protetores) y &lt;em&gt;achachilas&lt;/em&gt; (antepassados). A mesa ritual que se entrega ao fogo é chamada &lt;em&gt;mesa dulce&lt;/em&gt;, composta, entre outros objetos-rituais, de vários quadradinhos brancos feitos de açúcar, chamados “mistérios”; cada um deles com um desenho diferente: borboleta (para a sorte), sapo (para o dinheiro), livro (para estudos), avião (para viagem); enfim, são muitos os “mistérios” e variados podem ser os pedidos. &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Em uma rua de Oruro, estão várias lojas, uma ao lado da outra, onde são vendidas as &lt;em&gt;mesas&lt;/em&gt; e muitos outros objetos rituais, além de vários medicamentos naturais para todos os tipos de males. As senhoras que vendem tudo isso são chamadas &lt;em&gt;k’apachaqueras&lt;/em&gt;. Uma delas é Dona Máxima. Com seus 40 anos, já trabalha nessa profissão desde pequena. Chega na loja mais ou menos 10 h da manha e vai embora as 20h. Como já tem uma freguesia ampla, pode se dar ao luxo de chegar esse horário. Eu gosto de ficar aí na tenda de D. Máxi observando ela vender. Escuto histórias de todos os tipos, gente que vem buscar solução para diferentes males. Mas o que mais me chama a atenção é a confiança que ela expressa em si mesma e no seu trabalho. Raros são os estrangeiros que ela deixa que lhe façam companhia. No entanto, eu e D. Máxi já nos conhecemos de outras vindas a Oruro e às vezes eu me torno uma espécie de assistente dela: ela me manda comprar folha de coca na loja da esquina, pede que amarre coisas no lado de fora da tenda e inclusive já me pediu para vender enquanto ela ia ao banheiro. Nos primeiros &lt;em&gt;viernes&lt;/em&gt; ela fica vendendo &lt;em&gt;mesas&lt;/em&gt; até quase meia noite e toda a cidade de Oruro está concentrada nesse ritual.&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Muitos primeiras sexta-feiras&lt;em&gt; &lt;/em&gt;do mês eu passei na casa da família Cardozo Velasquez, uma casa-museo e ateliê de arte onde seus moradores (pai, mãe e cinco filhas) desenvolvem cada um seus trabalhos artísticos: cerâmica, escultura, pintura, fotografia, musica, etc. Essa casa é freqüentada por vários artistas, intelectuais, músicos, políticos bolivianos. Foi onde tive a oportunidade de conhecer D. Alberto Guerra Gutierréz, escritor e grande pesquisador da cultura indígena andina. De seus muitos livros e de nossas conversas aprendi bastante sobre essa cultura. Era D. Alberto, sábio e estudioso, quem costumava conduzir as &lt;em&gt;K'oas&lt;/em&gt; na casa Cardozo Velasquez em cada &lt;em&gt;primer viernes&lt;/em&gt;. D. Alberto, o ano passado, se uniu aos &lt;em&gt;Mallkus&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Apus &lt;/em&gt;das montanhas e agora já não está presente fisicamente nas cerimônias, havendo deixado muitas contribuições e saudades entre nós...&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Depois que se entrega a &lt;em&gt;mesa dulce&lt;/em&gt; ao fogo, encerra-se o ritual da &lt;em&gt;K'oa&lt;/em&gt;. Todos devem se afastar e deixar que a Pachamama “coma” a oferenda. Apenas o &lt;em&gt;yatiri&lt;/em&gt; acompanhará esse processo, avaliando se as divindades, a partir da maneira como se queima a mesa, estão aceitando as oferendas de bom grado ou não. Mas antes que se desfaça o círculo e passemos a outro espaço a fim de conversar, comer e confraternizar, todos se abraçam e dizem JALALLA, “que sea em buena hora!”&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/Rw1lmgorj-I/AAAAAAAAAIY/a8LNUQEkTx0/s1600-h/47+094.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119860063660117986" style="" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/Rw1lmgorj-I/AAAAAAAAAIY/a8LNUQEkTx0/s400/47+094.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;D. Alberto entregando a &lt;em&gt;mesa dulce&lt;/em&gt; a Pachamama&lt;/span&gt;.

&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TETfh9moOrI/AAAAAAAAAZA/3q5Bt9Crnjo/s1600/47+082B.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 367px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TETfh9moOrI/AAAAAAAAAZA/3q5Bt9Crnjo/s400/47+082B.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5495763219864107698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/365056363922595633-1233396063705283968?l=caminosypercepciones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/1233396063705283968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/1233396063705283968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/2007/10/ritual-da-primeira-sexta-feira-do-ms-em.html' title='Ritual da Primeira Sexta-Feira do Mês em Oruro'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/Rw1igQorj9I/AAAAAAAAAIQ/TMURxC3AZrk/s72-c/D+Max.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633.post-348626762569665382</id><published>2007-10-01T10:20:00.000-05:00</published><updated>2007-10-01T12:16:24.506-05:00</updated><title type='text'>Coroico, la saya e las Hojas de Coca</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/RwESGCfdQFI/AAAAAAAAAEo/rxa-R5pBGbU/s1600-h/IMG_6121.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116390546626920530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/RwESGCfdQFI/AAAAAAAAAEo/rxa-R5pBGbU/s400/IMG_6121.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;yunguenhos bailando &lt;strong&gt;la saya&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Coroico é um povoado dos Yungas paceños: uma região com vegetação de bosques, matas e florestas que cobrem muitos morros que a compõem e prosseguem rumo aos vales adentro. Está a 1700 metros de altitude, ou seja, cerca de 2000 metros de altitude a menos em relação a La Paz e duas horas de distância dessa cidade. Com tamanha diferença de altitude, a mudança de paisagem seria óbvia, no entanto é curioso que tão perto do desértico e frio altiplano esteja uma região tão verde e cálida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que daí vem a fama turística de Coroico; mas o que para alguns è uma vantagem, para mim visualmente era “lugar comum”. Claro, sendo brasileira não me chamou tanta a atenção as florestas e tampouco as cascatas, as quais me pareceram muito rasas para banho. O calor me incomodou um pouco, uma vez que eu vinha fugindo do calor brasileiro e já havia me acostumado ao frio do altiplano. Além disso, o lixo próximo às cachoeiras, me deu a impressão de que esses lugares estavam sendo mal cuidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o que me levou a Coroico não foram os motivos mais populares e sim a presença da cultura afro-boliviana e das plantações de folhas de coca: los cocales. Quanto à primeira, são comunidades descendentes dos escravos africanos levados à Bolívia, durante o período colonial para o trabalho nas minas de extração de metais, principalmente a prata. Tive a oportunidade de presenciar uma rápida apresentação da saya, ritmo afro-boliviano típico dessas comunidades. Alguns dos seus membros, por ocasião da visita do embaixador americano, se apresentaram e inclusive o puxaram para dançar (claro que ele não tinha muito ritmo, rs rs).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei o motivo da presença do embaixador, mas é provável que o tema da folha de coca esteja na pauta de suas preocupações. A região dos Yungas (tanto essa região no departamento de La Paz, quanto a do Chapare no departamento de Cochabamba) é a principal produtora de folha de coca no país. Existe um limite de hectares para o plantio da folha; no entanto, esse limite é ilegalmente ampliado para que seja vendido o excedente aos interessados em refinar a planta e produzir cocaína.&lt;br /&gt;Essa é uma questão complexa que gera polêmica e preconceitos pela falta de conhecimento de causas e envolve interesses diversos e contraditórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um lado, a folha de coca é uma planta medicinal, milenarmente utilizada pelos povos andinos; é componente indispensável para o trabalho e ritos. O campesino que trabalha nas lavouras piccha (masca) coca durante seu labor, pois essa planta facilita sua respiração (abre os brônquios e permite maior absorção de oxigênio na altitude elevada), atenua a fadiga, fornece vitaminas e cálcio ao organismo, etc... Ela é chamada pelos indígenas de Mama Coca, ou INALMAMA, nome do espírito da planta. Com ela se participa do ritual do akhulliku: momento de interação social quando um grupo de pessoas põe-se a mascar coca e discutir suas questões. Ela é, portanto, elemento fundamental de socialização comunitária. Por outro lado, os yatiris (sábios e curandeiros indígenas) lêem a sorte a partir das folhas de coca: componente espiritual parte da cosmovisão indígena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a demanda pelo excedente da folha de coca para o refinamento e fabricação da cocaína não parte dos países produtores da folha, e sim dos países consumidores dessa droga, entre os quais os Estados Unidos se destacam em primeiro lugar. Existe uma pressão desse país para que sejam combatidos os plantios da coca na Bolívia, no Peru. Essa política, além de não levar em conta questões históricas e culturais, também não considera quem realmente está gerando essa produção ilegal da folha: os combatentes são os mesmos consumidores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Bolívia existe uma campanha contundente com os seguintes dizeres: “A folha de coca não é cocaína”. Claro que não é, é elemento de coesão da comunidade, é medicina para o corpo, é força para o espírito, conforme bem elucida os dizeres abaixo nos quais são expressos as palavras da Mama Coca, incluindo sua maldição direcionada aos brancos invasores e gananciosos em busca de ouro na América, os quais ousaram profanar a sagrada folha de coca e por isso recebem seu castigo a partir da sua própria destruição pelo uso indevido:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;…Y nuestro dios andino dijo:&lt;br /&gt;… guarden con amor sus hojas&lt;br /&gt;y cuando sientan dolor en su corazón, hambre en su carne y oscuridad en su mente…&lt;br /&gt;llévenlas a la boca y con dulzura extraigan su espíritu que es parte del mío…&lt;br /&gt;obtendrán &lt;strong&gt;alimento para su cuerpo, amor para su dolor y luz para su mente…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;y aún más, observen el baile de estas hojas con el viento&lt;br /&gt;y obtendrán respuestas para sus preguntas…&lt;br /&gt;Pero si tu verdugo llegado del norte, el conquistador blanco,&lt;br /&gt;el buscador de oro la tocara, sólo encontrará en ella&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;veneno para su cuerpo y locura para su mente…&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;y cuando la COCA, que es así como la llamarás,&lt;br /&gt;intente ablandarlo, sólo logrará romperlo,&lt;br /&gt;como los cristales de hielo formados de las blancas nubes&lt;br /&gt;destruyen la rocas y demuelen las montañas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;“La leyenda de la COCA” Antonio Dias Villamil / Adaptación poética: Dr. Jorge Hurtado&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/RwEoXCfdQLI/AAAAAAAAAF4/AlhQr0vkO-I/s1600-h/IMG_6179.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5116415027940507826" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/RwEoXCfdQLI/AAAAAAAAAF4/AlhQr0vkO-I/s200/IMG_6179.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;los cocales&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/365056363922595633-348626762569665382?l=caminosypercepciones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/348626762569665382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/348626762569665382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/2007/10/coroico-la-saya-e-las-hojas-de-coca.html' title='Coroico, la saya e las Hojas de Coca'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/RwESGCfdQFI/AAAAAAAAAEo/rxa-R5pBGbU/s72-c/IMG_6121.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633.post-3083021479362631878</id><published>2007-09-29T15:22:00.001-05:00</published><updated>2010-07-19T18:35:17.476-05:00</updated><title type='text'>Santa Cruz, Cochabamba, La Paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/Rv67GyfdQBI/AAAAAAAAAEI/Z4NEh0mpvLI/s1600-h/La+Paz.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5115731952046784530" style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/Rv67GyfdQBI/AAAAAAAAAEI/Z4NEh0mpvLI/s400/La+Paz.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vista de La Paz con el Illimani al fondo&lt;/span&gt;

&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/Rv64cSfdQAI/AAAAAAAAAEA/X0xYg3qAnAo/s1600-h/La+Paz.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entrei na Bolívia dia 11 de setembro hahahaha que data mais auspiciosa hahaha que caia o mundo deles, o mundo que eles construíram tendo como aliada a opressão dos nossos mundos!

O que mais me encanta nas cidades bolivianas são os espaços de convivência social, mais precisamente as praças (para não falar agora dos mercados!). Todo mundo no final da tarde, especialmente, se reúne nas praças para conversar, contemplar, simplesmente aí estar... &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;Nem meia hora na praça de Santa Cruz de la Sierra e fogos, gente, câmeras, ação! &lt;em&gt;Que pasa&lt;/em&gt;?? Era um lançamento de um filme nacional boliviano. O diretor estava dando entrevista aos repórteres e dizendo que o original em Dvd ia custar BS10 (cerca de R$2,60!) e, portanto, que não comprassem a versão pirata. Ou seja, ele já estava prevendo que iam piratear o dvd, como sempre fazem. Aliás, na Bolívia, também gosto disso, das versões piratas, de filmes, livros, etc... a informação tem que chegar em todos, a arte deve ser para todos e não para alguns poucos que podem pagar e a Bolívia é rainha em democratizar a informação pirateando tudo hahahaha genial!

Na praça de Cochabamba igual, várias pessoas circulando... e meio que improvisados estavam uns murais com as notícias dos jornais do dia e todo mundo que passava aí parava para ler. De novo, democratização da informação e interação das pessoas.
Contudo, nas &lt;em&gt;Plazas de Arma&lt;/em&gt;, como são chamadas, nem pense em colocar o pé encima dos bancos ou aí deitar para descansar. Subitamente aparece um guarda que educadamente te chama a atenção. Como eles vêem o teu pezinho em cima do banco eu não sei, são tantos para vigiar...

La Paz, ah querida La Paz... pela quinta vez nessa cidade... já a considero como parte de minha trajetória. A capital executiva e legislativa da Bolívia (Sucre é a capital judiciária) está dentro de um &lt;em&gt;canion&lt;/em&gt; tendo ao fundo o imponente monte Illimani (6402m). Nas encostas dos morros estão um milhão de casas que um olhar de relance não diferencia. Isso porque todas as casas têm a mesma cor do solo.
A 3650 metros de altitude sobre o nível do mar, caminhar em La Paz causa uma sensação diferente, o corpo parece mais leve do que realmente é... o frio e o esforço a mais que se é obrigado a fazer para subir tantas ladeiras muda, inclusive, a percepção; parece causar um certo estado alterado de consciência... óbvio que tudo bem sutil, mas presente.

Dessa vez não fui visitar nenhum ponto turístico em La Paz, vivi outra realidade, a dos &lt;em&gt;&lt;strong&gt;viajeros&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. No alojamento &lt;em&gt;El Carretero&lt;/em&gt; estavam gente de todos cantos, especialmente da América do Sul e inclusive amigos bolivianos vinham nos visitar. Estive uma semana trocando experiências com eles, caminhando pela cidade, cozinhando, malabareando com fogo na Praça San Francisco...
Impressionam-me esses &lt;em&gt;viajeros&lt;/em&gt;, que cultura possuem, que sensibilidade, que consciência desenvolvida, que riqueza! Acho que essas pessoas são os verdadeiros antropólogos, isso porque realmente estiveram vivendo, nos países por onde passaram, com a gente local e relatam experiências únicas que somente o contato mais autêntico e natural revela. A principal diferença em relação aos antropólogos formais é que os &lt;em&gt;viajeros &lt;/em&gt;não têm suas experiências todas organizadas e classificadas e tampouco tentam compreender racionalmente o que lhes acontece. No entanto, carregam consigo um tesouro em forma de Vida.

&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);font-size:130%;" &gt;"Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou tv. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver"
&lt;/span&gt;Amir Klink&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/365056363922595633-3083021479362631878?l=caminosypercepciones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/3083021479362631878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/3083021479362631878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/2007/09/santa-cruz-cochabamba-la-paz.html' title='Santa Cruz, Cochabamba, La Paz'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/Rv67GyfdQBI/AAAAAAAAAEI/Z4NEh0mpvLI/s72-c/La+Paz.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633.post-8549186313504457336</id><published>2007-09-17T12:06:00.000-05:00</published><updated>2007-09-29T15:57:35.987-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Em Bonito visitar EMPORIO OLINDA TEAR MANUAL E DECORAÇAO (Rua 24 de Fevereiro 2027'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='esquina com a rua 15 de novembro)'/><title type='text'>Bonito, (ni) todo me parece Bonito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/RvVMJSfdP-I/AAAAAAAAADs/WbPaYmUmAIM/s1600-h/IMG_5498.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113076674415378402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/RvVMJSfdP-I/AAAAAAAAADs/WbPaYmUmAIM/s400/IMG_5498.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Depois de ter passado alguns dias revendo amigos de infância e adolescência e refletindo sobre "de onde venho" (hahaha) e pensando "para onde vou" (hahaha), fiquei uns 10 dias na cidade de Bonito (MS, Brasil), hospedada na casa de uma velha amiga, Graça, que me viu brotar da barriga de minha mãe. Assim como estar em um lugar onde ninguém te conhece espelha várias facetas da sua personalidade, estar ao lado de alguém que é testemunha do seu crescimento também é revelador. Essa experiência foi legal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bonito é realmente uma região especial! A presença do calcário torna as águas muito transparentes e o fundo dos leitos aquosos é facilmente visto, iludindo a percepção visual de que a profundidade é rasa. A variedade de peixes (piraputangas, pintados, etc.) que nadam junto com as pessoas, nos faz sentir em um mundo aquático imaginário de conto de fadas e obviamente lindo! A cor da água é uma massagem para os olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com exceção dos balneários, nenhum passeio aos lugares pode ser feito por conta própria, é preciso a intermediação das agências de turismo e há um limite numérico de visitas diárias. Por um lado isso assegura a preservação do ambiente, pois o ecossistema é delicado: as pedras calcárias das cachoeiras, por exemplo, não suportam muito peso, se alguém se pendura nelas, elas podem romper.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por outro lado, faz falta um lugar tranqüilo onde se possa simplesmente estar em contato com a natureza, sem muito barulho de pessoas em volta. Os moradores conhecem alguns lugares assim, propriedades privadas de amigos; porém, não me pareceu algo tão corriqueiro chegar até eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os lugares para visitar estão afastados da cidade, é preciso combinar o transporte com vans ou moto-taxis. Isso, somado ao imposto pago ao governo e ao preço que os donos das fazendas cobram para permitir a visita a suas propriedades e a taxa da própria agência, encarece muito os passeios e seleciona economicamente seus visitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o calor do dia há necessidade de se refrescar. As opções mais baratas são os balneários. Estes são remodelações do habitat natural do leito do rio, pois foi construída uma estrutura de cimento (degraus, escadas, passarela) em uma de suas margens. À primeira vista isso me causou a sensação de estar diante de uma fonte de uma praça municipal decorada com peixes ornamentais; entretanto, a seguir percebi que essa estrutura artificial, ainda que ofusque a beleza natural dos lugares, favorece o acesso recreativo a pessoas de todas as faixas etárias.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto, creio que deve haver limites em relação à construção dessa estrutura artificial, a fim de que não aconteça uma desconfiguração do espaço natural e este seja moldado não mais pela sábia mão de Deus mas pela duvidosa mão dos humanos. Acho que o Balneário do Sol se excedeu nesse aspecto; perto de uma pedra havia uma placa mais ou menos assim: "Cuidado! Lugar escorregadio". hahahahaha Isso é quase como dizer: "Atenção! Agua Molhada". Também nesse lugar vi os visitantes alimentando os peixes com fandangos e os cuidadores do local não lhes proibia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei simpáticos os turistas com as quais fiz apenas um passeio, o de flutuação, o qual consiste em descer o leito do rio com snorkel e óculos para observar a vida aquática. No entanto, escutei alguns deles, longe de seu cômodo cotidiano, reclamar que a água era gelada (não me pareceu gelada, comparada com outros rios e cachoeiras que conheci). Esses dizeres, somados a outras reclamações típicas de que "a poeira incomoda", "a terra vai me sujar" e os "os animais são perigosos..." me fez pensar o quão distantes estamos da natureza e do mundo natural e assim nos afastamos da terra, nos afastamos do simples, da própria Vida e de nós mesmos. Criamos ambientes artificiais que nos protegem, mas também nos privam do contato direto com os estímulos naturais (a água fria, por exemplo, que seguramente aciona nossos sentidos) e, dessa forma, limitamos e condicionamos nossa percepção. Industrializamos, transformamos e encarecemos muitas coisas que já estão prontas na natureza para o simples desfrute. Essa tendência a tornar o que é simples complicado, e não necessariamente complexo, isto é, elaborado, é um aspecto reducionista que carregamos, para o qual não basta viver, é preciso retroceder.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/365056363922595633-8549186313504457336?l=caminosypercepciones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/8549186313504457336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/8549186313504457336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/2007/09/bonito-todo-me-parece-bonito.html' title='Bonito, (ni) todo me parece Bonito'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/RvVMJSfdP-I/AAAAAAAAADs/WbPaYmUmAIM/s72-c/IMG_5498.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633.post-7803658817049591329</id><published>2007-09-14T21:24:00.000-05:00</published><updated>2007-09-15T08:39:44.616-05:00</updated><title type='text'>Quem vem primeiro? O Caminho ou a Percepção ?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A idéia inicial desse blog é compartilhar algumas experiências de viagens. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algumas vezes simplesmente darei dicas do tipo: sugestões de passeios ou custos de hospedagem. Outras vezes discorrerei sobre assuntos que me chamaram a atenção nos lugares e situações que me atravessaram. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não tenho a intenção de comunicar "verdades" sobre as culturas das quais falo. Nem mesmo falo como uma especialista do assunto e sei que algumas investigações e estudos podem contradizer minhas impressões. Além disso, sei que entre mim e a realidade está a Percepção, moldada por toda minha carga histórica e cultural. Porém, venho treinando a Sensibilidade e direcionando-a para ter a "Visão", a partir de diferentes ângulos, e por isso me arrisco a opinar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A rota da viagem não está totalmente definida; sendo assim, a idéia inicial desse blog é moldável. Existem muitos propósitos definidos, porém me parece quase impossível predizer onde é que eles me levarão ou a forma que tomarão. Os verdadeiros Caminhos não existem, são trilhados ao se caminhar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O costume de planejar com antecedência todos os acontecimentos, transformados em metas a se cumprir, é uma tentativa de controle daquilo que não se pode controlar: a própria Vida. É também um mapa, um tipo de orientação que obviamente nos ajuda, porém nos afasta da verdade de que a imprevisibilidade é a Mestra da questão. Mas antes que todo mundo entre em pânico ou nos tachem de "perdidos", é bom dizer que há um plano a ser seguido. No fundo, ninguém sabe para onde tudo isso está indo hahahahaha &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As Percepções direcionam e levantam as estruturas do Caminho, para que em seguida e diante de outras percepções, as mesmas estruturas serem derrubadas, ampliadas, modificadas, remodeladas. A Percepção elege a direção, calcula a estratégia, sente a orientação e assim cria-se o Caminho. O Caminho molda a Percepção... Entre Caminhos e Percepçoes estou EU, o centro de meu universo, tentando a todo momento, mover esse centro para que ele se revele, se surpreenda, se renove, se expanda, se perca e se encontre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada dia é um passo mais de aproximação em direçao ao Centro.
&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;
&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;“Ya me di al poder que a mi destino rige. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Y no me aferro ya a nada, para así no tener nada que defender. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;No tengo pensamientos, para así poder ver. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;No temo ya a nada, para así poder acordarme de mí. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#663366;"&gt;&lt;strong&gt;Desapegada y serena, me lanzaré más allá del Águila para ser libre.”
&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;“El Don del Águila”, Carlos Castañeda&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/365056363922595633-7803658817049591329?l=caminosypercepciones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/7803658817049591329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/7803658817049591329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/2007/09/quem-vem-primeiro-o-caminho-ou-percepo.html' title='Quem vem primeiro? O Caminho ou a Percepção ?'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633.post-5987500093821137081</id><published>2007-08-18T23:35:00.000-05:00</published><updated>2007-08-19T18:51:00.223-05:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Texto de Ulf Hannerz'/><title type='text'>Turistas X Cosmopolitas (Turistas X Viajeros)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;A maioria dos &lt;strong&gt;turistas&lt;/strong&gt; viajam não para aprender com os sistemas estrangeiros de significado, viajam especialmente para ir a outros lugares, em muitos casos sua razão é, por exemplo, fatos relacionados à natureza, como as praias lindas que certo país possui. Os turistas não são participantes, o turismo em grande parte é um esporte de espectadores. Já os &lt;strong&gt;cosmopolitas&lt;/strong&gt; manifestam o desejo de se envolverem com outras culturas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;O cosmopolitismo mais autêntico é, acima de tudo, uma orientação, uma &lt;strong&gt;vontade de se envolver com o Outro&lt;/strong&gt;. É uma posição intelectual e estética de abertura para experiências culturais divergentes, uma &lt;strong&gt;busca de contrastes&lt;/strong&gt; em lugar da uniformidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Em seu interesse pelo Outro, o cosmopolitismo se torna uma questão de variedades e de níveis. A compreensão da pessoa se amplia: um pouco mais do mundo de certa forma está sob controle do indivíduo. Todavia, existe neste caso uma interação curiosa, aparentemente paradoxal, entre o &lt;strong&gt;domínio&lt;/strong&gt; e a &lt;strong&gt;subordinação&lt;/strong&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:130%;"&gt;Pode ser um tipo de cosmopolitismo onde o indivíduo colhe das outras culturas apenas aqueles aspectos que se adaptam a ele mesmo. No fim das contas, é provável que isso seja a forma como o cosmopolita constrói a sua própria &lt;strong&gt;perspectiva ímpar&lt;/strong&gt;, a partir da coleção idiossincrática das experiências adquiridas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por outro lado, no entanto, o cosmopolita não faz distinções individuais entre os elementos específicos da cultura estranha, a fim de assimilar alguns desses aspectos no seu próprio repertório e recusar outros aspectos; ele não negocia com a outra cultura, mas aceita como um todo. Entretanto, até mesmo essa subordinação é parte do senso de domínio. A subordinação do cosmopolita à cultura estrangeira envolve a &lt;strong&gt;autonomia pessoal&lt;/strong&gt; em face da cultura da qual ele se originou. Ele tem a sua competência óbvia em relação à mesma, porém não pode optar por desvencilhar-se dela. Ele é quem a possui, e não ela.&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/365056363922595633-5987500093821137081?l=caminosypercepciones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/5987500093821137081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/5987500093821137081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/2007/08/turistas-x-cosmopolitas-turistas-x.html' title='Turistas X Cosmopolitas (Turistas X Viajeros)'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633.post-8159086010446654923</id><published>2007-08-10T15:39:00.000-05:00</published><updated>2007-08-20T00:48:45.238-05:00</updated><title type='text'>Que me seja dado vislumbrar o Caminho e quando não puder vê-lo que confie na grandeza da Estrada.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/RrzNlWqJc3I/AAAAAAAAAAk/dKDlnNzNTl0/s1600-h/F1000033.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5097174919897772914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/RrzNlWqJc3I/AAAAAAAAAAk/dKDlnNzNTl0/s400/F1000033.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; Estrada Panamericana: cortando o deserto onde estão as Linhas de Nazca, Peru. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/365056363922595633-8159086010446654923?l=caminosypercepciones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/8159086010446654923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/8159086010446654923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/2007/08/que-me-seja-dado-ver-o-caminho-e-quando_10.html' title='Que me seja dado vislumbrar o Caminho e quando não puder vê-lo que confie na grandeza da Estrada.'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/RrzNlWqJc3I/AAAAAAAAAAk/dKDlnNzNTl0/s72-c/F1000033.JPG' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-365056363922595633.post-3977153562000606580</id><published>2007-08-10T15:01:00.000-05:00</published><updated>2007-08-19T23:20:38.544-05:00</updated><title type='text'>Os Dez Mandamentos de um Caminhador</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5100288972285669122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/RsfdzDzt7wI/AAAAAAAAABs/YRQsCyJRlDM/s400/51790004.JPG" border="0" /&gt;1- Nunca medir a distância.&lt;br /&gt;2- Nunca mediar a altura.&lt;br /&gt;3- Nunca medir o tempo.&lt;br /&gt;4- Ser dos caminhos mas não lhes pertencer.&lt;br /&gt;5- Conversar com o silêncio.&lt;br /&gt;6- Encarar o sol e a chuva como companheiros.&lt;br /&gt;7- Não caminhar como se fosse uma obrigação.&lt;br /&gt;8- Não encarar o caminho como um desafio.&lt;br /&gt;9- Respirar fundo e pisar leve.&lt;br /&gt;10- Repartir com todos o pão. Até com o cão.&lt;br /&gt;Dalmo Saraiva &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/365056363922595633-3977153562000606580?l=caminosypercepciones.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/feeds/3977153562000606580/comments/default' title='Comentarios de la entrada'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=365056363922595633&amp;postID=3977153562000606580' title='4 Comentarios'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/3977153562000606580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/365056363922595633/posts/default/3977153562000606580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://caminosypercepciones.blogspot.com/2007/08/os-dez-mandamentos-de-um-caminhador.html' title='Os Dez Mandamentos de um Caminhador'/><author><name>Gabi Mila</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11753210483824084799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/TDz7igUsZCI/AAAAAAAAATg/ZTdLlaDHFMI/S220/foto+aguila.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_eYXokvF8dVI/RsfdzDzt7wI/AAAAAAAAABs/YRQsCyJRlDM/s72-c/51790004.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
